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Bolsonaro diz que Ministério da Educação não poderia 'continuar sangrando'

"Lamentavelmente o ministro não tinha essa expertise [de gestão] com ele. E aí foi acumulando uma série de problemas", afirmou o presidente

09/04/2019 09h47
Por: Roberto Murilo
Fonte: Folhapress
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O presidente retoma diálogo no Congresso Nacional para aprovar medidas. Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente retoma diálogo no Congresso Nacional para aprovar medidas. Foto: Marcos Corrêa/PR

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que a demissão do ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, anunciada nessa segunda (8), foi motivada por problemas na gestão da pasta e que não dava para "continuar sangrando com um ministério que é importantíssimo".

"Lamentavelmente o ministro não tinha essa expertise [de gestão] com ele. E aí foi acumulando uma série de problemas", afirmou. As declarações foram dadas para o jornalista Augusto Nunes, em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da rádio Jovem Pan, exibida no início da noite da segunda. Após criticar a atuação do ex-ministro, o presidente amenizou o tom. Referiu-se a ele como "querido Vélez" e o descreveu como "uma pessoa simpática, amável e competente".

Disse ainda que "é difícil mandar alguém embora" e que, se outro ministério apresentar problemas, pode tomar decisão semelhante. O mandatário deu nota dez para a composição ministerial do seu governo. Sobre o novo chefe do Ministério da Educação, Abraham Weintraub, Bolsonaro afirmou que trata-se de alguém que "sabe gerir as questões" da pasta, "sabe conversar e é uma pessoa mais ou menos da minha linha".

A saída de Vélez era ensaiada havia algumas semanas devido a crises na pasta, expondo uma disputa entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. O presidente exonerou Vélez e nomeou Weintraub para o cargo em edição extra do Diário Oficial da União nasegunda. A cerimônia de posse de Abraham será realizada nesta terça (9), às 14h, no Palácio do Planalto.

Weintraub, que era secretário-executivo da Casa Civil, tem proximidade com Olavo de Carvalho. O presidente escolheu um nome afinado ideologicamente com o autointitulado filósofo, mas sem vinculação direta com os grupos que disputam espaço. Segundo auxiliares do governo, a lógica foi evitar mais briga entre olavistas e militares.

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