Conflito

Protestos na Venezuela já fizeram dois mortos e dezenas de feridos

Juan Guaidó confirmou a segunda morte em sua página no Twitter

02/05/2019 09h10
Por: Roberto Murilo
Fonte: Agência Brasil
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Manifestação contra o governo de Nicolás Maduro, e para comemorar o Dia Primeiro de Maio, em Caracas. - REUTERS/Manaure Quintero/Direitos reservados
Manifestação contra o governo de Nicolás Maduro, e para comemorar o Dia Primeiro de Maio, em Caracas. - REUTERS/Manaure Quintero/Direitos reservados

 

Os protestos dessa quarta-feira (1º) na Venezuela levaram à morte de uma mulher, depois de, no dia anterior, ter morrido um jovem em Aragua. O segundo dia consecutivo de manifestações teria ainda deixado quase 50 pessoas feridas mas, de acordo com o Serviço Municipal de Saúde, todas estão fora de perigo. As manifestações poderão continuar hoje.

Jurubith Rausseo, de 27 anos, morreu numa clínica depois de ter sido atingida na cabeça por uma bala durante os protestos. A informação é da organização não governamental Observatório Venezuelano de Conflito Social.

Juan Guaidó confirmou essa morte em sua página no Twitter. “Comprometo-me a fazer com que a morte de Jurubith Rausseo, de apenas 27 anos, numa sala de cirurgia, pese a quem decidiu disparar contra um povo que decidiu ser livre”, afirmou.

“Isso tem de parar, e os assassinos terão de ser responsabilizados pelos seus crimes. Dedicarei a minha vida a que assim seja”, acrescentou o presidente interino do país.

Crise

A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países.

Paralelamente, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

*Com informações da RTP (emissora pública de televisão de Portugal) e da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

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