PERNAMBUCANO

Em jogo dramático, Sport vence o Náutico nos pênaltis, mantém tabu e levanta 42º Estadual

No tempo normal, Náutico venceu, de virada, por 2 a 1, mas nos pênaltis brilhou a estrela do goleiro Mailson, que pegou duas cobranças

21/04/2019 23h16
Por: Roberto Murilo
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Rubro-negros saíram na frente, cederam a virada, mas comemoraram no fim o 42º estadual (Foto: Paulo Paiva/DP)
Rubro-negros saíram na frente, cederam a virada, mas comemoraram no fim o 42º estadual (Foto: Paulo Paiva/DP)
 
A história foi mais uma vez repetida. Neste domingo e há 51 anos, sempre que Sport e Náutico se encontram em uma decisão de campeonato é assim. Porém, dessa vez, com uma dose extra de sofrimento.
 
Na final mais equilibrada entre os dois times desde 1968, quando os alvirrubros comemoraram pela última vez um título em cima do rival, o Leão levantou o seu 42º título pernambucano, com uma vitória nos pênaltis, após o Timbu vencer no tempo normal por 2 a 1, de virada e devolver a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, nos Aflitos. O prata da casa Mailson, herdeiro do ídolo Magrão no gol leonino, foi o herói da conquista ao defender as cobranças de Rafael Oliveira e Diego Silva.
 
O título também tem um gosto especial por outros motivos. É o primeiro levantado na Ilha desde 2010, quando venceu a decisão justamente em cima do Náutico. Além disso, para um clube que busca se reerguer após o rebaixamento à Série B, nada melhor do que iniciar a caminhada com mais um troféu em sua já vitoriosa galeria.

O  jogo

Para a decisão, como era esperado, o técnico Guto Ferreira manteve a mesma escalação do jogo de ida, enquanto que pelo lado alvirrubro Márcio Goiano promoveu o também esperado retorno do atacante Wallace Pernambucano ao time titular. Por outro lado, perdeu o experiente Jorge Henrique, vetado pelo departamento médico.
 
Porém, decisão, independentemente das escalações dos times, é uma partida diferente por natureza. Tensa, na maioria das vezes. E isso ficou claro logo aos sete minutos, quando Sueliton e Hernane trocaram agressões e foram corretamente expulsos pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Os dois treinadores não fizeram nenhuma mexida nos times para recompor as ausências. E com isso, o Sport soube tirar mais proveito.
 
Aos 17 minutos, com liberdade para trocar passes na entrada da área do Náutico (Josa foi recuado para a zaga), Guilherme foi derrubado pelo goleiro Bruno dentro da área. E cobrou o pênalti, forte, no canto direito, sem defesa para o arqueiro alvirrubro que ainda foi na bola.
 
Com a vantagem ampliada, o Leão colocava uma mão e meia na taça. Mas ainda havia jogo. Ainda havia decisão. Logo após marcar o gol, Guilherme, lesionado, foi substituído por Leandrinho. E o Náutico, que não havia feito nada em termos ofensivos, arrancou o empate, aos 39, com um jogador improvável. Em um lance de pura raça, o zagueiro Diego Silva ganhou na dividida para Charles e arriscou de fora da área. A bola desviou em Danilo Pires e tirou o goleiro Mailson da jogada. Tudo igual na Ilha.
 
O gol serviu para despertar os alvirrubros. Em campo e na arquibancada.  E esquentou o jogo. Aos 47 minutos, Wallace Pernambucano mandou na trave. Antes, porém, o Sport voltou a balançar as redes com Luan. Mas a arbitragem assinalou impedimento. O segundo tempo prometia.
 
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