Rio de Janeiro

Bombeiros continuam buscas por sobreviventes de desabamento de prédio

Sete pessoas morreram, 10 sobreviveram e 12 estão desaparecidas

13/04/2019 09h37
Por: Roberto Murilo
Fonte: Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil
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Equipes que atuam na busca e resgate de pessoas após o desabamento dos dois prédios na comunidade da Muzema. - Fernando Frazão/Agência Brasil
Equipes que atuam na busca e resgate de pessoas após o desabamento dos dois prédios na comunidade da Muzema. - Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Corpo de Bombeiros continua as buscas por desaparecidos nos escombros do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na comunidade da Muzema, onde dois prédios desabaram ontem (12). Os bombeiros retiraram mais dois corpos na madrugada de hoje (13) até as 5h. Com isso, chega a sete o número de mortos, sendo cinco corpos retirados dos escombros e suas pessoas que morreram em hospitais depois de terem sido resgatadas com vida. 

O menino Hilton Guilherme, de 12 anos, morreu durante a madurgada quando passava por uma cirurgia no Hospital Municipal Miguel Couto. Os pais dele continuam desaparecidos. O pastor Cláudio José de Oliveira Rodrigues, 41 anos, foi levado para o Hospital da Unimed, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos múltiplos ferimentos e morreu no início da tarde dessa sexta-feira (12). Ele sofreu traumatismo craniano e deu entrada no hospital em estado gravíssimo, com politraumatismo e múltiplas lesões torácicas.

Cerca de 100 militares atuam na tragédia, da qual dez pessoas foram resgatadas com vida, sendo quatro homens, três mulheres, dois menores de idade do sexo masculino e uma menor de idade do sexo feminino.

Os bombeiros trabalham com a possibilidade de 12 pessoas desaparecidas e utilizam cães farejadores, drone, helicópteros, ambulâncias e viaturas de recolhimento de cadáveres nas buscas.

Segundo a Prefeitura do Rio, os prédios foram construídos irregularmente em uma área controlada por milícias. O município já havia interditado os edifícios de cinco andares duas vezes e deve demolir ao menos mais três prédios por não oferecerem segurança aos moradores.

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